sábado, 14 de novembro de 2009

POSTO DE DESINFECÇÃO DE LEIXÕES 2


Nestas imagens, extraídas do anteriormente referido livro do Dr. José Domingues de Oliveira, Sanidade Marítima, de 1911, vemos a fachada principal do Posto de Desinfecção de Leixões e, na imagem de baixo, a lancha do aparelho Clayton de desinfecção em plena actividade.
No próximo post terminarei a publicação de todas as fotografias do citado livro que se referem a Matosinhos.
Entretanto, olhando com mais atenção e amiudadamente para as imagens, incluindo a anterior, a da lancha, ocorreu-me uma pergunta: alguém sabe quem eram os respectivos operadores, ou até as pessoas que se vêm nas imagens?


5 comentários:

  1. Bom trabalho,com algumas imagens que ainda estão na minha memória, mas outras desconhecidas pessoalmente, apenas "conhecidas" através de livros ou artigos que vão aparecendo nos jornais ou, neste caso, na internet. Espero que continue a enviar fotos da nossa terra através do seu blog e que outras pessoas possuidoras de mais fotos façam o mesmo por qualquer meio de informação.
    Obrigado.
    Manuel Cação

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Um Decreto de 20/04/1893 aprovou a criação e construção da Estação de Saúde e Posto de Desinfeção de Leixões:
    a escolha do local não foi fácil, pois o 1.º Comité do Governo Civil do Porto criado para a escolha do local optou por algures junto à praia entre o Molhe Sul do porto de Leixões e o Castelo do Queijo, loca que foi muito contestado pela população;
    assim, um 2.º Comité criado para o efeito sugeriu para local do posto de desinfeção algures no lado interior do Molhe Norte, próximo do local atual do Terminal de Petroleiros.
    Mas só a 23/10/1900 foi lançada a 1.ª pedra, depois de um Decreto deste mês ter atribuído receitas próprias e a autorização de um empréstimo à Associação Comercial Portuense para esse efeito, tendo sido aberto quase 5 anos depois, em fevereiro de 1905.
    Ocupando uma área de 80 000 metros quadrados (80 x 100 m), e tendo sido todo ele construído com pilares de ferro fundido e com as faixas, as portas e as janelas de pedra (oriunda das Pedreiras de S. Gens através da linha férrea criada para a construção do Porto de Leixões) sendo as paredes exteriores de alvenaria, compreendia 3 zonas e ainda um edifício exterior com capacidade para 50 pessoas que precisassem de ficar em quarentena:
    a zona infetada a oeste junto ao cais, onde os bens e passageiros suspeitos eram recebidos diretamente das lanchas de desinfeção que os iam buscar aos barcos chegados ao porto de Leixões;
    a zona neutral ao centro, onde era feita a desinfeção deles, em vários compartimentos separados (bens consoante o seu tipo, passageiros conforme o sexo, e empregados), sendo a do bens feita por arejamento ou ventilação, por dióxido sulfúrico ou pelo calor em estufas;
    a zona limpa a leste, para onde iam os bens e passageiros suspeitos já desinfetados e por onde saíam pelas portas voltadas a leste.
    Recentemente, o edifício foi completamente recuperado de acordo com um projeto do arquiteto matosinhense Álvaro Siza Vieira e foi oferecido à Alfândega do Porto.

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  4. Pela Lei de 30/06/1914 (Orçamento aprovado para o ano económico de 1914-15), foram atribuídos ao Ministério do Interior 11 024$00 para o pessoal dos quadros dos serviços sanitários do porto de Leixões, 700$00 para despesas varáveis com o pessoal e 2000$00 para materiais e despesas diversas nesses serviços sanitários.

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  5. Em setembro de 1917, encontrava-se montada a Base Naval Francesa de Leixões que se instalou junto da Estação de Saúde e Posto de Desinfeção de Leixões sob o comando do Capitão-de-fragata René Nielly e tendo como subalternos um 1.º Tenente, um médico, um engenheiro naval e 2 comissários.

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