quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

EMIGRAÇÂO 4


Sem cais acostável para os grandes navios, os passageiros eram conduzidos a bordo nestas pequenas embarcações. Fazer este transporte era um modo de vida. Quem gostava de conduzir passageiros para bordo, vestido á pescador, era Óscar da Silva. Um dia, conversando com uns passageiros estrangeiros, estes mostraram-se admirados com a cultura do homem que remava o pequeno barco que os conduzia ao navio onde embarcariam. Óscar da Silva respondeu que o povo português eram assim, todo muito culto. Era o lado patriótico desse grande pianista.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

EMIGRAÇÂO 3


Um dos enormes navios que fazia escala em Leixões para embarcar emigrantes para o Brasil. Foi uma imagem comum até aos anos sessenta.
As viagens eram longas e desconfortáveis, não sendo raras as doenças a bordo e a morte. Quantos termiram os seus dias a bordo e foram lançados ao mar, com eles morrendo o sonho de uma vida melhor.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

EMIGRAÇÃO 2


Na foto vemos emigrantes a guardar o embarque, sentados na esquina do restaurante Leixões. Foram tantos os portugueses que emigraram para o Brasil e por lá se perderam das suas raízes e da sua terra. Por cada um que obteve sucesso, centenas obtiveram amargura e sofrimento. Os que vemos na foto, de 1913, há muito faleceram, para sempre esquecidos. Que Deus os tenha em eterna glória.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

EMIGRAÇÂO



Era em Leixões que os emigrantes embarcavam para os mais variados destinos, especialmente Brasil e outros países da América do Sul.
Vemos na imagem, de 1913, um grupo de emigrantes que aguarda o embarque para o Brasil.
Imagem que ganha actualidade face aos incentivos do governo para se tomar esse caminho.
De novo só que agora o embarque é feito mais a norte, em Pedras Rubras.

sábado, 21 de janeiro de 2012

A COSTUREIRA


Muitas profissões populares desapareceram, tornadas inúteis pelas modernas indústrias do use e deite fora. Já ninguém manda virar os colarinhos das camisas, virar os casacos, remendar roupa, adaptar a dos filhos mais velhos para os mais novos, etc. Já não conheço ninguém onde possa mandar cerzir as calças queimadas pela cinza do cigarro.

Uma das profissões mais seguidas pelas mulheres das classes mais pobres era a de costureira. Recordo a figura feminina com a cabeça da máquina de costura, normalmente da marca Singer, que se comprava a prestações, anunciando o seu ofício.

Iam a casa de quem solicitava remendar roupas por um preço acessível e assim ganhavam a vida. Todas as casas tinham a sua costureira, tal como hoje têm o fornecedor de energia, gás, etc.

Aqui fica um apontamento nostálgico para os mais velhos que certamente se recordarão dessa figura popular cujo pregão era: Costureiraaaaaaaa…

Ligado a esta actividade ficou o dito popular, quiçá injusto, cujo sentido todos conhecem: "Costurar para fora"






sábado, 14 de janeiro de 2012

MATOSINHOS - RUA DE S. ROQUE

  Nesta foto de 1962, vemos a entrada poente da Rua de S. Roque. Na primeira casa ( a segunda contar da direita), no rés do chão, funcionava uma adega, denominada Os Patacos, aí funcionando hoje a padaria O Forno. Na casa seguinte, n.º12, onde funciona o bar Escandinávia, residiu a Sãozinha, conhecida pela mulher do carrinho, vendedeira ambulante, que por não ter pernas se movimentava num carro a pedais que impulsionava com as mãos. Nos últimos tempos que aí residia, vendia á porta, protegida por uma rede, objectos variados, como escovas, pentes, porta moedas, maços de ganchos para o cabelo, alguns brinquedos, etc. Essa casa, hoje propriedade de meus pais, está modificada, tendo-lhe sido acrescentada um andar em 2011.
  Na casa seguinte, hoje o café Lord Gin, funcionou a sapataria de Joaquim Gonçalves, que conheci bem e onde mandei arranjar os sapatos algumas vezes, que foi director da Aurora da Liberdade. Também esta casa está modificada, tendo mais uns andar desde os anos 90.